Follow by Email

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Instituto Carbono Brasil

Eu recebo regularmente a newsletter to Instituto Carbono Brasil (http://www.institutocarbonobrasil.org.br) e fiquei muito surpresa com as notícias da última edição. É lastimável o posicionamento retrógrado assumido pelo governo federal brasileiro sobre o futuro das fontes alternativas de energia. Em um momento como esse, em que nos aproximamos da Rio+20, é fundamental que nós assumamos uma postura mais crítica com relação a esses temas. Por isso eu tomo a liberdade de copiar na íntegra o editorial da última edição do Instituto Carbono:

Caro leitor,
O governo brasileiro às vezes lembra os “macacos sábios” – aqueles tradicionais macaquinhos com as mãos sobre os olhos, ouvidos e boca –, por sua capacidade de estar totalmente alheio ao que acontece ao seu redor.
Uma amostra disso foi o discurso de improviso feito na semana passada pela presidente Dilma Rousseff na reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que incluiu as fontes alternativas no contexto das “fantasias”. A presidente ignora assim as dezenas de projetos já existentes e os outros tantos em andamento pelo país.
Nesta terça-feira (10), por exemplo, foi inaugurada a usina fotovoltaica integrada ao Estádio de Pituaçu, em Salvador. O projeto, que custou R$ 5,5 milhões, sendo R$ 3,8 milhões investidos pela Coelba e R$ 1,7 milhão pelo Governo do Estado da Bahia, vai gerar 630 MWh/ano.
Por sua vez, a capacidade eólica nacional passou de 22 MW em 2003 para 1.509MW em 2011, com a previsão de alcançar 8.088 MW em 2016, sendo que o Brasil pode já no ano que vem entrar para a lista dos 10 maiores geradores de energia eólica.
Não há nada de fantasioso nas fontes alternativas. O problema é que ainda impera na cabeça de muitas autoridades uma visão de 20 anos atrás, quando realmente essas opções eram absurdamente caras.
No entanto, o problema brasileiro não é nem tanto a geração limpa de eletricidade, já que isso parece que com o tempo, com o governo incentivando ou não, vamos alcançar. O problema é que estamos abrindo mão de competir na corrida pelas tecnologias de manufatura.
Assim, quando finalmente acordarmos para utilizar as fontes alternativas, não teremos opção senão importar tecnologias alemãs, chinesas ou norte-americanas.
Hoje, estes países disputam arduamente o domínio desse mercado crescente e dividem entre si ganhos cada vez maiores. Enquanto isso, o Brasil fica tagarelando sobre fantasias...
Boa Semana!
Equipe Instituto CarbonoBrasil
  

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Na semana passada eu participei como observadora de uma conferência interessantíssima, que aconteceu aqui na Universidade de Sydney. Tratou-se da reunião de professores pesquisadores na área de direito tributário vindos da Austrália, Inglaterra (Oxford e Cambridge) e Canadá, todos países de common law, para discutir temas atuais de direito tributário. A conferência não foi aberta ao público e a participação, mesmo na qualidade de observador, se deu mediante convite.
Eu fui convidada para observar - e assim eu o fiz. Passei dois dias observando - atentamente - discussões de temas de direito tibutário e teoria econômica . Por se tratarem de sistemas jurídicos que aplicam a common law, a maioria das discussões giravam em torno de decisões da Suprema Corte das respectivas jurisdições, até mesmo em temas como planejamento tributário e evasão tributária. Um jeito muito diferente de estudar direito tributário - além das discussões praticamente gerarem em torno de decisões e, por vezes, teorias econômicas, o sistema tributário desses países não está fundamentado na Constituição.

Outro fruto positivo dessa conferência foi finalmente ter tido a oportunidade de conversar com outros colegas doutorandos em direito tributário da minha universidade. Nós somos apenas cinco - os únicos 'observadores' (os demais professores todos participaram apresentando suas mais recentes pesquisas). Isso ajudou a formar um sentimento de grupo durante a conferência, rara sensação entre doutorandos daqui que trabalham tão isolados. Como resultado, foi decidido que iniciariamos um blog apenas para doutorandos em tributário, para trocar informações. Foi um final perfeito para a conferência e eu espero logo ter notícias positivas sobre o nosso blog para doutorandos de direito tributário. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Não sei se estou escrevendo o óbvio - de repente todos acadêmicos nesse mundo já sabiam disso e eu seja a única exceção... mas recentemente descobri que o Word 2010 vem com uma função muito interessante para quem está escrevendo uma dissertação / tese.

Trata-se de um navegador que aparece ao lado esquerdo do texto com os títulos e subtítulos do trabalho. Também existe a opção de exibir as notas de rodapé em outro navegador que fica abaixo do texto.

No que isso me ajuda?

Em primeiro lugar, me permite uma visão geral do trabalho. Se eu quiser inverter a ordem de capítulos ou subtítulos, basta arrastar o mesmo para a posição desejada - não é necessário recortar o trecho e colar, etc. Ao clicar em um título / subtítulo, o texto correspondente à seção selecionada aparece, poupando tempo. O mesmo também se aplica para impressão de apenas uma seção do texto ou notas de rodapé. Enfim, eu estou achando ótimo trabalhar com essa função.

Para usar essa função, você tem que formatar os títulos e subtítulos (título 1, 2, 3...) com uso da ferramentas que já vem instaladas para isso no word. O estilo da fonte, cor, etc. pode ser modificado de acordo com a sua necessidade.

Segue exemplo:



quarta-feira, 7 de março de 2012

Depois de muitos meses ausente, retorno ao blog.

E eu na verdade estou publicando esse post especificamente para me comunicar com um mestrando na Universidade do Rio Grande do Sul. Eu recebi um email muito interessante há algumas semanas sobre um programa de gerenciamento de bibliografia que inclusive adapta a citação às normas da ABNT.

Ocupada que eu estava na ocasião, eu pretendia pesquisar sobre o programa e reponder ao email assim que tivesse um tempinho livre. Acontece que eu não estou mais encontrando o email e acredito que tenha o deletado por engano.

Se o colega estiver lendo esse post, poderia fazer a gentileza de re-enviar o email? eu realmente gostaria de pesquisar sobre o programa e publicar a informação para outros colegas aqui no blog.

Obrigada!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Conferência Tributação Ambiental

Nos dias 20-21 de outubro, estarei participando de um painel na 12th Global Conference on Environmental Taxation, em Madrid.

O tema que eu abordarei será o novo mercado de carbono australiano e medidas de proteção para empresas exportadoras, incluindo uma análise comparativa entre a efetividade economica e ambiental da distribuição gratuita de unidades de carbono versus ajustes tarifários.

Como sei que alguns leitores do blog estão estudando na Europa, gostaria de recomendar o evento para todos que tiverem a oportunidade e estiverem interessados no tema.

O site para se inscrever na conferência é: http://www.seatra.org/gesconet/Portal/InicioPortal.asp?ConID=68&NombreC=12th%20Global%20Conference%20on%20Environmental%20Taxation&Idioma=I&Apartado=Inicio&Pagina=Bienvenida

Ontem me reuni com minhas orientadoras, para discutir os resultados da reunião de revisão de progresso.

Para minha surpresa, o feedback da coordenadora de pesquisa para minha orientadora foi de que ela está muito satisfeita com meu trabalho até aqui (Ela disse estar 'very impressed'). Aparentemente, as preocupações que eu comentei no último post não foram sequer levantadas e a reação que eu não soube decifrar quando comentei sobre o estágio da minha pesquisa, foi de aprovação. 

Isso demonstra como muitas vezes, especialmente nesse meio de pesquisa, nos tornamos mais e mais perfeccionistas e sensíveis a crítica. Eu me concentrei tanto nos comentários sobre minha ausência no programa de orientação e no dia-a-dia do campus, que não percebi que a professora estava satisfeita com o estágio da minha pesquisa, tanto que acabou não dando tanta importância aos outros aspectos.

Minha conclusão é a de que, desde que o doutorando cumpra com sua obrigação principal - ou seja, trabalhe e avance em sua pesquisa - os professores e o centro estarão satisfeitos. Outros detalhes acabam se tornando menos relevantes.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Reunião de Revisão de Progresso

Ontem aconteceu a minha primeira reunião anual de revisão de progresso do doutorado. Fizeram parte da reunião a coordenadora de pesquisa da faculdade e outro professor do centro de estudos de direito ambiental.

Inicialmente, a coordenadora de pesquisa expressou uma grande preocupação pelo fato de que ela ainda não me conhecia pessoalmente, sendo que eu iniciei o doutorado em março.

Eu procuro participar da maioria dos eventos na Universidade, mas confesso que faltei no programa de orientação do doutorado. Na época não me pareceu muito importante - o programa dava a impressão de ser mais um almoço de boas-vindas aos novos alunos, como tantos outros de que já participei - mas ontem eu percebi que talvez eu não tenha dado a importância merecida ao evento.

Eu procurei demonstrar que, apesar de não ter participado do programa de orientação, eu participei em diversos workshops que me ajudaram muito nos primeiros meses de adaptação e que, agora, me via bem adaptada à Universidade.

Seguiu-se então discussão sobre a minha pesquisa. Os professores perguntaram em que ponto da pesquisa eu estou e eu respondi que estava na metade do primeiro capítulo. Então eles perguntaram se eu estava satisfeita com o meu desenvolvimento até agora. Eu declarei que, para quem começou em março um doutorado em outro país, com outra língua e cultura, o fato de eu já estar na metade do primeiro capítulo me deixava bastante satisfeita. Eles não responderam. Pela expressão facial, acho que concordaram. Por via das dúvidas, melhor produzir mais daqui para frente.

A coordenadora então perguntou onde eu estudava. eu: Em casa.  coordenadora: onde é 'casa'?. eu: Parramatta. Ela então ficou preocupada novamente. Me questionou o motivo para eu não estudar na Universidade. Eu respondi que gosto de estudar em casa, que me concentro melhor. Além disso, tem a questão da distância. Ela não pareceu muito satisfeita. Aparentemente, a minha bolsa me dá direito a um local de trabalho na Universidade. Acho que terei de reconsiderar essa questão.

O último item da reunião está relacionado ao que eu comentei no último post. E não é novidade, a mesma preocupação existiu durante o curso de mestrado no Brasil. A coordenadora de pesquisa estava interessada em saber quando eu começarei a publicar artigos. Eu tenho sentimentos tão ambíguos quanto a essa questão de quando publicar, que vou deixar para os próximos posts... Por agora é suficiente saber que pretendo participar da conferência da pós-graduação em Direito que acontecerá em outubro, na Uni Sydney e terei que escrever um artigo para a conferência. 

Impressões finais sobre a reunião:

1. Devo participar mais ativamente das atividades oferecidas pela Universidade;

2. Preciso seriamente reconsiderar a questão sobre trabalhar na Universidade, pelo menos a partir do ano que vem. Isso envolve me mudar para mais próximo do centro, onde os aluguéis são mais caros;

3. Por via das dúvidas, melhor acelerar na produção dos capítulos;

4. Confirmei a impressão que eu já tinha, sobre a importância e a relevância que são conferidas a alunos de pós-graduação pela Universidade daqui. Não se trata apenas de um tratamento melhor ao aluno (o que, de fato, inclui desde os funcionários da secretaria e biblioteca, até os coordenadores de curso e pesquisa) - a Universidade realmente acredita no nosso potencial.