Eu recebo regularmente a newsletter to Instituto Carbono Brasil (http://www.institutocarbonobrasil.org.br) e fiquei muito surpresa com as notícias da última edição. É lastimável o posicionamento retrógrado assumido pelo governo federal brasileiro sobre o futuro das fontes alternativas de energia. Em um momento como esse, em que nos aproximamos da Rio+20, é fundamental que nós assumamos uma postura mais crítica com relação a esses temas. Por isso eu tomo a liberdade de copiar na íntegra o editorial da última edição do Instituto Carbono:
Caro leitor,
O governo brasileiro às vezes lembra os “macacos sábios” – aqueles tradicionais macaquinhos com as mãos sobre os olhos, ouvidos e boca –, por sua capacidade de estar totalmente alheio ao que acontece ao seu redor.
Uma amostra disso foi o discurso de improviso feito na semana passada pela presidente Dilma Rousseff na reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que incluiu as fontes alternativas no contexto das “fantasias”. A presidente ignora assim as dezenas de projetos já existentes e os outros tantos em andamento pelo país.
Nesta terça-feira (10), por exemplo, foi inaugurada a usina fotovoltaica integrada ao Estádio de Pituaçu, em Salvador. O projeto, que custou R$ 5,5 milhões, sendo R$ 3,8 milhões investidos pela Coelba e R$ 1,7 milhão pelo Governo do Estado da Bahia, vai gerar 630 MWh/ano.
Por sua vez, a capacidade eólica nacional passou de 22 MW em 2003 para 1.509MW em 2011, com a previsão de alcançar 8.088 MW em 2016, sendo que o Brasil pode já no ano que vem entrar para a lista dos 10 maiores geradores de energia eólica.
Não há nada de fantasioso nas fontes alternativas. O problema é que ainda impera na cabeça de muitas autoridades uma visão de 20 anos atrás, quando realmente essas opções eram absurdamente caras.
No entanto, o problema brasileiro não é nem tanto a geração limpa de eletricidade, já que isso parece que com o tempo, com o governo incentivando ou não, vamos alcançar. O problema é que estamos abrindo mão de competir na corrida pelas tecnologias de manufatura.
Assim, quando finalmente acordarmos para utilizar as fontes alternativas, não teremos opção senão importar tecnologias alemãs, chinesas ou norte-americanas.
Hoje, estes países disputam arduamente o domínio desse mercado crescente e dividem entre si ganhos cada vez maiores. Enquanto isso, o Brasil fica tagarelando sobre fantasias...
Boa Semana!
Equipe Instituto CarbonoBrasil
Caro leitor,
O governo brasileiro às vezes lembra os “macacos sábios” – aqueles tradicionais macaquinhos com as mãos sobre os olhos, ouvidos e boca –, por sua capacidade de estar totalmente alheio ao que acontece ao seu redor.
Uma amostra disso foi o discurso de improviso feito na semana passada pela presidente Dilma Rousseff na reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que incluiu as fontes alternativas no contexto das “fantasias”. A presidente ignora assim as dezenas de projetos já existentes e os outros tantos em andamento pelo país.
Nesta terça-feira (10), por exemplo, foi inaugurada a usina fotovoltaica integrada ao Estádio de Pituaçu, em Salvador. O projeto, que custou R$ 5,5 milhões, sendo R$ 3,8 milhões investidos pela Coelba e R$ 1,7 milhão pelo Governo do Estado da Bahia, vai gerar 630 MWh/ano.
Por sua vez, a capacidade eólica nacional passou de 22 MW em 2003 para 1.509MW em 2011, com a previsão de alcançar 8.088 MW em 2016, sendo que o Brasil pode já no ano que vem entrar para a lista dos 10 maiores geradores de energia eólica.
Não há nada de fantasioso nas fontes alternativas. O problema é que ainda impera na cabeça de muitas autoridades uma visão de 20 anos atrás, quando realmente essas opções eram absurdamente caras.
No entanto, o problema brasileiro não é nem tanto a geração limpa de eletricidade, já que isso parece que com o tempo, com o governo incentivando ou não, vamos alcançar. O problema é que estamos abrindo mão de competir na corrida pelas tecnologias de manufatura.
Assim, quando finalmente acordarmos para utilizar as fontes alternativas, não teremos opção senão importar tecnologias alemãs, chinesas ou norte-americanas.
Hoje, estes países disputam arduamente o domínio desse mercado crescente e dividem entre si ganhos cada vez maiores. Enquanto isso, o Brasil fica tagarelando sobre fantasias...
Boa Semana!
Equipe Instituto CarbonoBrasil

